sexta-feira, 15 de abril de 2011

Adão e o reino da ira (Sermão em Rm 5:12-14)

Por Danyllo Gomes

ROMANOS 5:12-14RA

·         Introdução:
Ø  Panorama geral da carta:
o   Foi escrita à igreja de Roma (Rm 1:7). Falar sobre “obvio”
o   As igrejas de Roma eram compostas tanto de judeus como de gentios. (Rm 1:18-32 ele fala dos gentios, Rm 3:9-20 ele fala dos judeus)
o   O objetivo da carta é por causa de desavença que está acontecendo dentro da igreja entre os judeus e gentios.
o   Ele afirma que os judeus e os gentios são justificados mediante a fé, em Cristo.
o   Mostrar que a salvação pode ser alcançada tanto pelos judeus como pelos gentios.
o   Temas centrais da carta de Romanos: pecado, lei, juízo, destino humano, fé, obras, graça, justificação, santificação, eleição, o plano da salvação, a obra de Cristo e do Espírito, a esperança cristã, a natureza e a vida da igreja, o lugar dos judeus e dos gentios nos propósitos de Deus, o significado do antigo testamento, os direitos e os deveres da cidadania cristã e os princípios da devoção pessoal e da moralidade.
Comparação da carta: No Novo Testamento, a carta aos Romanos e a carta aos Hebreus são pontes do Antigo para o Novo Testamento. Para entendermos bem a ligação o antigo e o novo testamento, o ideal é entendermos essas duas cartas.
·         Verso 12:
Ø  “...por um só homem entrou o pecado no mundo...”
o   Esse “um só homem” é Adão. Vemos aqui a doutrina da Federação Calvinista, isto é, Adão como representante federal de toda raça humana caída, porém Cristo é o representante federal de todos os eleitos diante de Deus. Mas não devemos nos confundir. Somos considerados pecadores não por causa de Adão, mas por causa de nossos pecados.
o   Pecado original: a raça foi criada no homem Adão como um organismo (um simples exemplo de que o mundo foi criado como o organismo é a natureza. A natureza não pecou, o homem pecou, porém a natureza também sofreu com o pecado do homem. O pecado entrou no mundo.). E ele carregava nossa natureza, e ela foi corrompida. É o mesmo que colocarmos uma semente corrompida para brotar. O que ela vai produzir? Frutos corrompidos!
o   Nós pecamos porque somos pecadores e não somos pecadores porque pecamos.
o   Comparação entre os eleitos e os ímpios. Deus olha pra um eleito, ver Cristo; Deus olha pra um ímpio, ver pecador. Pois a nossa justiça não é por causa de nós, mas por causa de Cristo.
o   Simples prova de que Deus criou o mundo perfeito. “...entrou o pecado no mundo...”, logo se o pecado entrou é porque não estava.
Ø   “...,e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.”
o   Quem decidiu punição do pecado não foi o próprio pecado, mas Deus. Deus fez o pacto com Adão; se ele continuasse em obediência nada lhe aconteceria, entretanto se desobedecesse morreria.
o   Nós morremos por causa dos nossos pecados, e não pelos de Adão. Morremos em conseqüência do pecado de Adão, mas não por causa de seu pecado.
o   O pecado de Adão foi imputado para “todos os homens”.
·         Verso 13
Ø  “Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo...”
o   Simplificando: entre Adão e a lei o pecado já estava no mundo.
o   O problema estava no pensamento dos Romanos. Como entre Adão e a lei não havia a lei, não havia definição de pecado específico, o Paulo está querendo dizer é que da mesma forma que as pessoas que viveram depois da lei são punidas por seus pecados, da mesma forma aqueles que viveram antes da lei vão ser culpados pelos seus pecados.
Ø  “..., mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.”
o   Nós não podemos entender esse texto como se Deus não fizesse julgamento àquelas pessoas da época. Uma afirmação dessa seria um erro, pois vemos que Deus julgou. Exemplo: Caim (Gn 4:3-14)
o    “levado em conta” à no grego significa “colocar na conta de alguém”, que é o mesmo que imputar.
o   Simplificando o texto: o pecado não é imputado a alguém quando não há lei.
o   O homem não irá se culpar de nenhum pecado, a não ser que seja forçado a fazê-lo, e o que força é a lei. (LER OBS) Então, o quando Paulo diz que o pecado não é imputado sem a lei, ele está falando em termos comparativos, pois quando os homens não se sentem obrigados a agir pela lei, eles caem em preguiça. Os homens apenas ficam mais tolerantes consigo mesmo, já que não se sentem culpados.
OBS: O objetivo da lei é nos mostrar o quanto somos miseráveis em relação à santidade de Deus. A lei não foi feita para que através do cumprimento dela sejamos salvos, como dizem alguns, mas para nos mostrar o quanto precisamos da graça de Deus em nossas vidas, pois nunca vamos conseguir cumprir essas leis.
o   Embora os homens fossem tolerantes consigo mesmo, não poderão escapar do juízo divino, mesmo quando não exista lei.
o   Aqueles que não tem nenhuma lei, não atribuía pecados aos outros.
·         Verso 14:
Ø  “Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés...”
o   Simples prova de que a humanidade já era pecadora.
o   Se o livre-arbítrio realmente existisse, o melhor momento para usá-lo seria nesse período, pois não existia nenhuma lei para julgá-los, então os homens se viam mais livres ainda, porém isso não acontece. Os homens continuaram perdidos, e o seu “livre-arbítrio” só serviu para condená-los mais.

Ø  “..., mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.”
o   O pecado de Adão foi à desobediência, então o que o texto está querendo dizer é que mesmo aqueles que pecam “outro tipo de pecado” (ex:mentira), está debaixo de morte do mesmo jeito.
o   Vemos aqui a comparação de Adão e Cristo. Adão prefigura o há de vir, que é Cristo, isso quer dizer que ele é uma figura de Cristo. Devemos prestar atenção nessa figuração, é uma comparação de contraste e não de igualdades. Pois do mesmo jeito que Adão representa a ruína da humanidade diante de Deus, Cristo representa a justiça.
·         Aplicações:
Ø  Estamos buscando santidade? Eu devo ser inimigo do pecado! Precisamos nos lembrar que a salvação é de cima para baixo, mas a santidade é de baixo para cima.

QUE O SENHOR NOS ABENÇOE!

domingo, 27 de março de 2011

Permanente!


amor, como tu faz falta!

É tão bom te ter por perto,
é tão bom ficar esperando uma ligação tua,
ou esperar dar a hora para eu ligar,
a única coisa que quero é contigo falar.

É tão bom sair contigo, fazer surpresa,
surpreender-te (hehe).
É tão bom acordar com tua voz, seja ela
como for, com sono ou entusiasmada no
intervalo do colégio,
falar contigo é sempre um privilégio.

É tão bom quando tu me escuta.
Quando não me liga porque o
celular descarrega, tu sem culpa
me pede desculpa.

Meu amor, que juntos cresçamos no Senhor.

Espero o quanto for necessário,
para que juntos possamos fazer nosso intinerário.

...Poderia escrever os 1024 caracteres do depoimento,
 mas não seria o bastante para acalmar o meu sofrimento.

Alane, quero te ligar, quero voltar..
e contigo pra sempre ficar!

#DanylloGomes

quinta-feira, 17 de março de 2011

Algumas coisas que Deus gosta.....


Deus gosta de música, de dança, de arte e cultura. 
Deus gosta dos ritmos diferenciados, de instrumentos diversificados, de contemplação, balanço e gingado. Deus gosta da música do sabiá, da canção afinada do pintassilgo, da melodia do curió, da suavidade do rouxinol. 
Deus gosta de cores, gosta da mata, dos verdes campos, do azul do mar, do vermelho das flores; Deus gosta dos animais, das plantas, dos vegetais, dos simples pardais.
Deus gosta de poesia, de belas canções, de doces melodias, de festa, do sorriso, de alegria.
Deus gosta da vida, do silêncio, dos tons musicais, das interpretações teatrais, da gargalhada descompromissada, do choro emocionado, de ternos abraços apaixonados.
Deus gosta da amizade guardada a sete chaves debaixo do peito, Deus gosta de cumplicidade, de carinho, dignidade e respeito.
Deus gosta do almoço de domingo, da família unida, do por do sol, das noites de verão, das tardes festivas, do beijo entre irmãos, de carinho, perdão e reconciliação.
Deus gosta de paz, de harmonia, de afeto noite e dia. Deus gosta do sorriso da criança, Deus gosta de mim, gosta de você.

Como Deus é maravilhoso!

Renato Vargens


domingo, 13 de março de 2011

Teologia da restituição


Pr. Boanerges Neto
Edição: Danyllo Gomes 

            Hoje estamos vivendo uma situação delicada em relação à verdade e aos princípios estabelecidos por Deus e Sua Palavra, a correta teologia (teologia é o estudo relacionado a Deus).
            Podemos encontrar muitos adeptos à teologia da retribuição. Essa teologia leva as pessoas, independentemente de seu rótulo religioso, de sua crença e sua doutrina, a buscar e servir a Deus pela recompensa que poderão receber.
            A teologia da restituição é tanto humana quanto diabólica. O ter ou receber algo não está diretamente ligado a ser merecedor de alguma recompensa de Deus. Se isso fosse verdade não veríamos tanta gente ímpia, má e corrupta nadando no dinheiro e na vida fácil, ao mesmo tempo que vemos pessoas honestas, íntegras e trabalhadoras passando privações, perseguições e desempregadas.
            A teologia da restituição leva às pessoas a querer as coisas de Deus sem querer o próprio Deus. Hoje virou moda o movimento “gospel” (evangélico), muitos até estão pedindo para Jesus entrar em sua casa como Ele entrou na casa de Zaquel, mas só estão atrás das bênçãos e não do abençoador, não querem viver uma vida de santidade com Deus.
            Queridos, a dor, o sofrimento, as privações, os conflitos e a perseguição também fazem parte da vida daqueles que seguem a Jesus; pensemos em Jó, Daniel, alguns dos profetas, os discípulos de Jesus, o próprio Jesus; todos sofreram por sua fé. A teologia que rejeita a dor e o sofrimento não pode ser considerada divina; é no mínimo diabólica e humana.
            A teologia cristã é aquela que nos leva a amar a Deus pelo que Ele é e não pelo que Ele fará. É aquela que nos leva a seguir a Jesus integralmente e a andar na direção que o Espírito Santo nos leva, é a teologia da redenção (Deus criando um plano perfeito, para mostrar o Seu grandioso amor e salvar Seu povo).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?

Por C. Michael Patton

Durante a minha ordenação, uma das questões feitas por um professor do seminário foi “Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?”. Eu hesitei. Não porque não tinha opinião forte sobre isso, mas porque não tinha certeza da resposta que ele estava esperando. Todos os pecados são iguais para Deus? Minha ordenação podia depender dessa resposta.
É muito comum dentro do evangelicalismo popular responder a essa questão afirmativamente. Essa era uma das pressuposições centrais de um livro que revisei semana passada. Muitos acham esse conceito teológico muito atrativo e o aceitam, temo em dizer, sem fazer muito o dever de casa.
Penso que essa tendência de assumir que todos os pecados são iguais para Deus vem de três influências.
1) Uma reação dos protestantes contra a distinção católica romana entre pecados mortais (pecados que matam a graça justificadora) e pecados veniais (pecados de uma natureza menor que não matam a graça justificadora).
2) Uma tendência dentro de nossa cultura evangelística de expressar um terreno comum com os incrédulos – isto é, se todos os pecados são iguais para Deus, então seu pecado não é pior que nenhum outro. Desse jeito não seremos vistos como julgadores ou condescendentes.
3) Algumas passagens bíblicas que são interpretadas assim (discutido abaixo).
Eu não creio, entretanto, que todos os pecados são iguais diante de Deus. Acredito que dizer isso às pessoas traz um problema sério ao entendimento delas sobre o caráter de Deus e a seriedade de certos pecados. Existem muitas razões para isso, mas deixe-me começar com um reductio ad absurdum e então partir para um argumento bíblico.
Frequentemente pergunto às pessoas que dizem que todos os pecados são iguais para Deus se elas vivem de acordo com sua teologia. Pense nisso. Se todo pecado é realmente igual para Deus, e alguém realmente crê nisso, então a consternação e a ira de Deus será igual para todo pecado que cometamos. Igualmente importante é o fato de que nossa disposição relacional diante de Deus sofreria igualmente a partir da convicção do Espírito Santo por todos os pecados. Muitos cristãos entendem que isso significa ter uma consciência pesada por um pecado não confessado. Mas o peso normalmente só vem daqueles pecados que consideramos mais severos. Se é verdade, entretanto, que todos os pecados são iguais diante de Deus e se alguém realmente vivesse de acordo com essa teologia, então essas pessoas estariam tão perturbadas espiritualmente e tão arrependidas diante de Deus tanto quando ultrapassam o limite de velocidade quanto quando cometem adultério. Afinal, ultrapassar o limite de velocidade, mesmo em 1 km/h, é quebrar a lei e quebrar a lei é pecado (Rm 13).
Mas ninguém faz isso. Essas coisas são águas passadas. Aparentemente, nossa consciência testemunha que não é tão ruim quanto outras coisas, mesmo se confessamos diferente. Ou então a capacidade de nossa teologia realmente afetar a maneira que cremos e pensamos não é funcional nessa situação.
Além disso (e mais importante), creio que é bíblico e necessário dizer que alguns pecados são mais graves para Deus que outros. Isso se traduz na pressuposição nada politicamente correta de que algumas pessoas são pecadoras em grau maior que outras. Mesmo que protestantes não concordem com a distinção católica romana entre pecados mortais e veniais, existem muitos exemplos da Escritura em que graus de pecados são distinguidos.
1. Jesus diz a Pilatos que os líderes judeus cometeram um pecado pior que o dele, dizendo: “Aquele que me entregou a ti maior pecado tem” (João 19.11).
2. Certos pecados na Lei são diferenciados em um contexto particular como uma abominação a Deus, implicando que outros não são tão severos (por exemplo, Lv 18.22, Dt 7.25, Dt 23.18, Is 41.24).
3. Blasfêmia contra o Espírito Santo é separada como um pecado mais grave que blasfêmia contra o Filho (Mt 12.31).
4. Provébios 6.16-19 lista pecados particulares de uma maneira única devido à sua natureza depravada, separando-os dos outros.
5. Existem graus de punição no Inferno dependendo da severidade da ofensa (Lc 12.47,48).
6. Cristo frequentemente considera o pecados dos fariseus maior que o pecado dos outros. “Coais um mosquito e engolis um camelo” (Mt 23.24). Se todos os pecados fossem iguais, a exortação de Cristo não faria sentido (ver também Lc 20.46,47).
7. Similarmente, Cristo também falou sobre “o mais importante da lei” (Mt 23.23). Se todos os pecados fossem iguais, não haveria Lei (ou violação da Lei) que é “mais importante”. Elas teriam todas o mesmo peso.
8. Falta de perdão é continuamente tratada como um pecado particularmente hediondo (Mt 6.14,15; 18.23-35).
Então, de onde essa teologia popular vem? Muitas pessoas referem-se aos comentários de Cristo no Sermão da Montanha. Mais particularmente, uma referência a Mateus 5.27,28 é usada como justificativa para essa maneira de pensar.
“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mt 5.27,28).
Existe alguma diferença aos olhos de Deus entre pensar sobre adultério e realmente cometê-lo? Absolutamente. Se dissermos outra coisa além disso, creio que agrediremos o caráter de Deus e encorajaremos o ato baseado nessa suposição. O que Jesus ensina em Mateus 5.28 não é que luxúria e o ato em si são iguais, mas que os dois violam o mesmograu em que são quebrados. mandamento, mesmo se os graus de violação diferem. Portanto, Cristo está dizendo ao povo – particularmente ao padrão religioso da época que, embora eles pensassem estar seguros por cumprirem a letra da Lei, a Lei é bem mais profunda. O espírito da Lei é o que importa. Portanto, se você já desejou pecaminosamente, você quebrou o sexto mandamento. Se você já odiou seu irmão, você quebrou o quinto mandamento (Mt 5.22). Porém, novamente: quebrar os princípios dos mandamentos é a questão, não o
Esse é o mesmo argumento que Tiago faz em Tg 2.10, quando diz que “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos”. Ele não está igualando todos os pecados, mas mostrando como qualquer violação da Lei, não importa quão pequena, ainda está quebrando toda a Lei, porque a Lei está conectada a este ponto.
Pense sobre isso (outro reductio): se você realmente acredita que adultério e luxúria são iguais diante de Deus, então aqui estão as consequências: qualquer homem ou mulher podem justificar o divórcio baseados no fato de que, em Mateus 5.32, Cristo condena o divórcio exceto por infidelidade conjugal. Tudo que ela ou ele precisa é comprovar a hipótese de que seu cônjuge cobiçou de alguma forma durante seu casamento. Isso fará o divórcio justificado e bíblico. Da mesma forma, se um homem desejou uma mulher na internet, ele também cometeu o ato em si, uma vez que aos olhos de Deus ele o praticou. Ou (estou indo além) se você já cobiçou uma garota, então você está sob o mandato de Deus de casar-se com ela, uma vez que aos olhos de Deus você já é um com ela (1 Co 6.16).
Creio que essa maneira de pensar não é apenas biblicamente errada, mas também traz repercussões que levam a uma visão de mundo distorcida e desacreditam a integridade de Deus e do Evangelho de Cristo.
É verdade. Todos são pecadores (Rm 3.23). Todos são pecadores desde o nascimento. Mas nem todo pecado é igual.
Acho que essa é uma maneira segura de permanecer humilde e acuradamente apresentar o testemunho bíblico: Enquanto nem todos pecaram na mesma extensão, todos temos em comum uma natureza igualmente depravada.
Em outras palavras, ninguém é menos pecador devido à uma justiça inata em que possa se gloriar. Todas as pessoas têm potencial igual para a depravação porque todos somos filhos de Adão e compartilhamos a mesma depravação, mesmo se, pela graça de Deus, não praticamos nossa pecaminosidade na mesma extensão.
Se você discorda disso, apenas pense – realmente pense – sobre o que você está dizendo sobre Deus. Você está dizendo a um mundo incrédulo que seu Deus está tão irado com o ato de dirigir a 61 numa estrada de 60 quanto com o ato de alguém que estupre e mate uma menina de seis anos. Você realmente quer chegar aí? Você realmente acha que essa posição é suficientemente apoiada para justificar uma crença assim? Você pode realmente defendê-la? Se a Bíblia ensina isso, ótimo: iremos com a Bíblia e não com nossas emoções ou gostos. Mas não acredito que uma defesa viável possa ser feita para permitir que nossa teologia argumente a favor disso. Não consigo pensar em muitas coisas na teologia popular evangélica que são mais erradas, mais ameaçadoras ou mais enganosas sobre o caráter de Deus e a natureza do pecado.
Respondi à pergunta acima durante minha ordenação. Fiquei aliviado quando vi a aprovação do comitê de ordenação. Eles estavam todos preocupados se eu talvez fosse alguém que, mesmo com o seminário, guardou essa crença que muitos evangélicos têm. Frequentemente me pergunto se eles teriam ou não me aprovado se eu tivesse respondido de acordo com o folclore evangélico tradicional, dizendo que todos os pecados são iguais para Deus.